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Rollerball: Os Gladiadores do Futuro, com James Caan, mostrou um esporte popular, mortal e televisionado, bem antes de The Running Man, Round 6 e Jogos Vorazes.

A Netflix vai lançar um Reality Show de Round 6, com prêmio de US$ 4,56 milhões para os vencedores, por isso eu lembrei do filme Rollerball – Os Gladiadores do Futuro. Antes de falar sobre o filme, preciso dizer que essa competição violenta foi ideia dos romanos, que iludiam o público com muito sangue e morte, em nome do entretenimento.

Rollerball conseguiu mostrar um esporte violento e muito realista. O filme acontece num futuro próximo, onde a brutalidade é vendida como um espetáculo público, que mistura roller derby com futebol americano, sem nenhuma regra. Até as luvas dos jogadores têm pinos afiados, para machucar bem o oponente.

Rollerball mostra que o motivo dessa violência na TV, é saciar o impulso violento da sociedade e até extinguir as guerras entre Países. O filme apresenta uma história atemporal, que mostra o indivíduo contra um Estado opressor. Algo sempre em evidência nos jornais que lemos diariamente.

Cena de Round 6

Lógico que o Reality Show de Round 6 não terá mortes ao vivo na TV e, possivelmente, será uma espécie de, Wipeout, da Warner, programa apresentado por John Cena. Provavelmente teremos apenas a Boneca de Round 6 controlando o tempo dos participantes, não espere ninguém despencando de uma altura de 20 metros.

Voltando ao filme, não lembro se vi Rollerball no cinema ou na TV, mas tenho certeza que só assisti ao filme porque ele prometia ação e violência. A história é focada nesse jogo sobre patins e a ação violenta é realmente a chave desse filme. Li recentemente que Rollerball não sofreu nenhum corte da censura, na época que foi lançado no cinema, e hoje ele é liberado para maiores de 12 anos. As partidas de Rollerball são sombrias, violentas e encenadas de forma bem convincente, mas os detalhes dessa sociedade futurista são nebulosos, apesar de ocupar boa parte do tempo de exibição do filme.

Mas por que Rollerball era apresentado como um jogo ultra-violento?

Existe uma história de fundo interessante sobre isso, que não teve muita chance de aparecer no filme. Entre os jogos, não vemos muito o mundo fora das luxuosas casas dos campeões de Rollerball. Jonathan E (James Caan) é uma estrela desse jogo, onde meros mortais não podem participar. Ele não está muito interessado no mundo em que vive, ele só quer encontrar a única mulher que já amou. Algo que muitas estrelas do esporte fazem hoje em dia. Para obter informações, ele visita a biblioteca, que não contém mais livros físicos, apenas digitais. O bibliotecário revela que todos os livros foram digitalizados, resumidos e, provavelmente, censurados.

Apenas pelos diálogos e brincadeiras de vestiário, não dá para saber se o mundo foi dominado por sociedades consolidadas. Porém, dá para saber que as corporações são mais importantes do que qualquer país e resolveram dividir o mundo entre elas. Os times de Rollerball não representam uma nação, mas representam uma corporação. Por isso não há mais guerra, pois não existe mais fronteiras internacionais, o mundo é controlado por poucos.

Rollerball apresenta um mundo aparentemente pacífico, mas totalmente dominado. O passado foi editado, para extinguir qualquer referência e uma possibilidade de revolta da sociedade. Para conseguir essa passividade, o povo é controlado por um único canal de TV, onde assistem apenas a violência de Rollerball. Todo mundo se diverte com esse entretenimento extremo, retirando de suas mentes o que realmente está acontecendo ao redor. Uma cortina de fumaça para impedir que a população enxergue o mundo real.

Rollerball: Os Gladiadores do Futuro é exatamente sobre essa alienação profunda e mostra uma distração bárbara, que cria um mundo totalmente controlado e sem a possibilidade de escolhas.

Na Amazon você encontra uma edição de colecionador de Rollerball: Os Gladiadores do Futuro



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