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O Metaverso apareceu pela primeira vez no filme Tron e no livro Neuromancer e agora vai tentar mudar a vida de todos aqueles que acessam a Web.

O primeiro Metaverso que conheci foi o do filme Tron, bem antes dessa nova tecnologia que, dizem, irá substituir a Internet. O Metaverso é um espaço virtual onde as pessoas podem trabalhar, estudar, assistir séries, praticar esportes, jogar, comprar, vender mercadorias, namorar outras pessoas e realizar muitas outras rotinas diárias. Várias empresas como Apple, Facebook e Google já começaram a desenvolver os seus Metaversos, para não perderem o monopólio na Web.

Filmes como Tron, livros como Neuromancer (Burning Chrome) de William Gibson e o anime Ghost in the Shell já descreviam como essa nova realidade virtual conseguirá fundir nossas vidas. Portanto, não foram os gigantes de TI que falaram sobre o Metaverso, antes dele existir, foram os escritores de ficção. Acredita-se que o escritor Neal Stephenson tenha criado o termo Metaverso no seu romance cyberpunk Snow Crash, publicado em 1992. No livro, o Metaverso é um espaço virtual compartilhado que as pessoas acessam através de uma rede de fibra óptica, enquanto a imagem é projetada para um óculos VR. Você pode se conectar usando o seu avatar e fazer exatamente as mesmas ações que pode realizar no mundo real, só que no mundo virtual é bem diferente. É um universo de fantasia onde a magia existe e você pode ter uma vida extraordinária, cheia de aventura e prazer.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta (Facebook) acredita que, no futuro, criaremos, trabalharemos, estudaremos, compraremos e nos comunicaremos nessa realidade virtual.

No seu relatório “Metaverse and How We’ll Build It Together“, Mark Zuckerberg afirma que a melhor maneira de entender o Metaverso, é experimentando-o. Só que isso é um desafio bem difícil, pois o já famoso Metaverso ainda não existe. Zuckerberg falou que o Metaverso será uma nova versão poderosa da internet, onde você não apenas assiste o conteúdo, mas também participa dele. Essa nova Internet vai oferecer tudo aquilo que você pode imaginar e todos poderão jogar, assistir filmes, trabalhar, criar, comprar, se comunicar com amigos e familiares, além de várias outras coisas que não podemos fazer em nossos smartphones e computadores atuais. Com a ajuda da realidade virtual ou aumentada, tudo isso será possível.

Para realizar tudo isso no Metaverso você precisará criar o seu Avatar, um dos destaques desse novo universo conectado. O Avatar do Metaverso é essencialmente baseado no mesmo princípio de outros avatares online e será a sua identidade nesse universo paralelo. Assim como os Avatares 2D existentes em outras plataformas, você poderá criar e usar o seu Avatar no Metaverso do jeito que a sua imaginação quiser.

Para tentar entender como, possivelmente, será o Metaverso e como os filmes e livros já falavam sobre ele, é só reparar o que Kevin Flynn disse para o seu filho no filme Tron: “construímos uma nova Grade para programas e usuários. Agora, como eu não posso estar lá o tempo todo, então criei um programa à minha própria imagem, que pode pensar como você e eu.”

Esta nova internet, embora com um nome diferente, é a web 3.0 que todos já falavam. Para construir esse mundo interativo, a Meta empregará 10.000 funcionários e investirá bilhões de dólares para criar o Metaverso. Quando isso acontecer, a Meta será proprietária de todo o nosso futuro e será o palco de tudo aquilo que acontece em nossa vida real e virtual. Usando uma realidade mista que incorpora elementos de realidade virtual, vida real e realidade aumentada, os usuários poderão interagir em um mundo digital que incorpora elementos de nossa realidade física. Será algo como expandir a nossa capacidade, recentemente aprimorada, de trabalho e estudo virtual, pois as empresas poderão configurar espaços com escritório virtuais, tornando redundante a necessidade de um local de trabalho no mundo real.

É só imaginar você acordando, e mesmo antes de lavar o rosto, já participando de uma reunião no escritório metavérsico da sua empresa. Imagine você acordando em pleno sábado de sol, mas os seus amigos estão esperando-o na praia do Metaverso. Você pode ficar em casa, no ar condicionado, e jogar frescobol ou mergulhar nas águas azuis, rosas, ou amarelas do Metaverso. Não trocaria minha praia por nenhum local virtual, mas poderia jogar algum game nesse admirável mundo novo do Metaverso.    

Como acontece em qualquer filme de ficção-científica, essa tecnologia tem um lado bom e outro bem ruim e até sombrio.

Para que você participe desse novo universo o Metaverso precisa ter um lado técnico e um sistema de realidade virtual que necessitará dos seguintes elementos:

Drives técnicos: Nuvem, Servidores

Dispositivos de acesso: Capacetes e Óculos VR e AR

Software de Realidade Virtual e Aumentada

Regras e regulamentos da arquitetura do sistema.

Tudo isso é necessário para uma compreensão geral de como esse sistema de realidade virtual funcionará. Portanto, mesmo no Metaverso, alguém continuará controlando o seu acesso, como a Meta, ou teremos uma web livre, como os seus criadores pensaram em 1991.

Mesmo que o Metaverso fique aquém das visões fantásticas apresentadas pelos autores de ficção científica, é provável que ele produza trilhões como uma nova plataforma de computação, ou um novo meio de conteúdo. Em sua visão completa, o Metaverso se torna a porta de entrada para a maioria das experiências digitais e passar a ser um componente-chave entre a realidade física e a próxima grande plataforma de trabalho e entretenimento.

O valor de ser um participante, ou um condutor de tal sistema é evidente. Todo mundo acha que Internet não tenha um dono, mas quase todas as principais empresas de Internet estão entre as 10 mais valiosas do mundo. Se o Metaverso realmente servir como um sucessor da Web, só que com um alcance bem maior, é provável que haja ainda mais vantagens econômicas para os pioneiros. Pois o Metaverso deve produzir a mesma diversidade de oportunidades que encontramos na criação da web e portanto novas empresas, produtos e serviços surgirão para gerenciar tudo isso, desde o processamento de pagamentos, até a verificação de identidades, contratação, entrega de anúncios, criação de conteúdo, segurança e muito mais. Isso, infelizmente, significa que muitas empresas atuais provavelmente desaparecerão.

As sementes do Metaverso já foram plantadas na última década, ou até antes. As gerações Z e Alpha estão prontas para este universo, pois nasceram expostas à videogames e apps com mundos totalmente imersivos, como Roblox, Minecraft, Fortnite e Animal Crossing, bem como nos jogos de realidade aumentada, como Pokemon Go. As crianças de hoje não têm memória de uma vida sem um smartphone preso às mãos e por isso já nasceram preparadas para o Metaverso.

Só espero que os nossos filhos de hoje não sejam os ciborgues de amanhã, vivendo vidas físicas conectadas com dispositivos de inteligência artificial vestíveis e que ampliam a capacidade de interagir com essa nova realidade. A tecnologia muda o mundo, mas não pode interferir tanto na sua essência. Mesmo quando temos a possibilidade de assistir o cantor Travis Scott dentro do videogame Fortnite, junto com 28 milhões de pessoas e sem nenhum problema parecido com o que aconteceu no show do cantor no mundo real. 

Por mais que a tecnologia do Metaverso possibilite essa viagem ilimitada, mesmo se você more em um apartamento minúsculo, as empresa que controlarem essa plataforma terão muito mais poder sobre nossas vidas, nossos dados privados e nossas interações com outras pessoas. O Metaverso, como no filme Tron, pode ter um vilão, um herói e vários espectadores altamente programáveis, interagindo dentro desse universo criado por um programa de computador.

O Metaverso é inevitável, mas espero que todos possam escapar dessa utopia e experimentar as maravilhas que só o mundo real possibilita.

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