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Leio HQs do Capitão América há muito tempo e posso dizer, com toda certeza, que esse personagem da Marvel nunca demonstrou um patriotismo cego e egoísta.

Poucos heróis incorporam o espírito de patriotismo como o Capitão América. Esse Super-Herói já viveu aventuras que vão desde socar nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, até salvar o mundo com os Vingadores. Por isso ele é reconhecido por muitos como o verdadeiro herói americano. Mas, embora tenha esse apelido heróico e o seu uniforme estrelado, representando que ele luta cegamente pelo seu país, o Capitão América sempre confirmou que não é isso que o move.

Um dos traços mais admiráveis ​​do Capitão América é o seu código moral. Ele é incrivelmente altruísta e oferece tudo que pode para proteger os direitos das pessoas que estão ao seu redor. Os fãs do UCM já viram a sua vontade de lutar pelo que acredita em filmes como Capitão América: Guerra Civil. Nesse filme o nosso herói vai contra o governo dos EUA e se recusa a assinar os Acordos de Sokovia. Mas esse questionamento é algo que sempre percebi nos quadrinhos, existem inúmeros exemplos que mostram Steve Rogers lutando não pelo seu país, mas sim pela liberdade mundial.

Vemos isso no final da HQ Capitão América #25, onde o super soldado lança um pouco mais de luz sobre o que ele representa. “The Promise”, de Anthony Falcone e Michael Cho, mostra o Capitão América falando em um funeral por seu amigo, Sung Jin Jeong. Nessa HQ o Capitão América enxerga que nem todos que moram na América, têm as mesmas oportunidades. Nosso herói percebe que o sistema pode falhar com várias pessoas.

Seu amigo Sung Jin experimentou isso em primeira mão, enquanto trabalhava para se tornar um advogado e, consequentemente, um cidadão de sucesso. Sung encoraja o herói a defender os seus ideais, não importando os obstáculos, ajudando o Capitão América a se concentrar no que é mais importante para ele. Isso deve ter incentivado esse discurso de Steve: “Não luto por um país, nem por um presidente, nem por uma bandeira. Eu luto por um sonho ”.

O Capitão América sempre acreditou que todos merecem ter a mesma liberdade e precisam ser aceitos como são. Essa HQ, em particular, mostra porque o Capitão América é um personagem incrível, que foi crescendo com o tempo. Ele resiste ao tempo porque luta por aqueles que não podem lutar por si próprios. Steve trabalha para deixar a vida melhor para aqueles que estão lutando por um mundo igualitário. Essa HQ até mostra Steve se envolvendo com questões atuais, quando ele resolve proteger alguns manifestantes, no que parece ser um protesto do Black Lives Matter.


O Capitão América sempre mostrou que ninguém precisa seguir cegamente o seu país, ou qualquer agenda nacional. Para ele, o verdadeiro patriotismo não reside nessa devoção irracional, mas no descontentamento ponderado. Não devemos lutar para que o nosso país seja o melhor do mundo e, sim, para que ele seja o melhor para todos. Embora a HQ The Promise seja apenas uma história em quadrinhos, ela apresenta todos esses problemas do mundo atual e vale a leitura. Captain America # 25 de Ta-Nehisi Coates, Leonard Kirk e Matt Milla.

Outra HQ recente mostra a preocupação da Marvel em dar voz àqueles que se acham oprimidos e que lutam contra essa opressão. Algo que sempre esteve junto com o Capitão América, desde a sua criação e suas primeiras HQs. Na série United States of Captain America o escudo de Steve Rogers foi roubado e um impostor desconhecido está cometendo crimes, enquanto veste o antigo uniforme do Capitão América. Para resolver esse mistério e recuperar o seu escudo, Steve se une a Sam Wilson e descobre o Captains Network. Esse grupo de cidadãos assume o nome do Capitão América, para defender as suas próprias comunidades.

Esse grupo é formado por Aaron Fischer, um adolescente LGBTQ+, que a Marvel chama de defensor dos necessitados e que protege adolescentes desabrigados e fugitivos; Nichelle Wright, que trabalha dia e noite para trazer mudanças para o mundo, onde se sente derrotada; Joe Gomez, o Capitão América da Tribo Kickapoo, que é um trabalhador da construção civil durante o dia; Ari Agbayani, uma estudante universitária filipino-americana e Jeremy Merrick, um capitão militar que busca dignidade para os soldados.

Podemos perceber claramente que o Capitão América vem evoluindo desde aquela primeira HQ, onde ele dá um soco na cara de Hitler, até essas últimas, que mostram o nosso herói participando de manifestações antiracistas, ou que apresentam cidadãos oprimidos lutando com o uniforme azul, branco e vermelho. Em uma época em que os inimigos operam nas sombras, nossa confiança em governos chega perto do ponto mais baixo e a nossa identidade nacional se torna fragmentada, o Capitão América pode parecer um herói desesperadamente fora de alcance.

Por isso a Marvel, DC e outras editoras de quadrinhos criam histórias onde seus personagens evoluem e não ficam presos ao passado. O mundo muda a cada página de quadrinho virada e nessa aldeia global não há mais espaço para um patriotismo egoísta.

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