•  
  •  
  •  
  •  

E lá vamos nós!

Essa frase, lembrada até hoje, era o grito de guerra dos Impossíveis, um trio de super-heróis criado pela dupla Hanna e Barbera. Nesse desenho cheio de aventuras e muito rock, Os Impossíveis enfrentavam vilões com nomes criativos e poderes sensacionais. Junto com Os Impossíveis, também assistíamos as aventuras do gigantesco robô Frankenstein Jr.

Frankenstein Jr. e Os Impossíveis era uma mistura peculiar, mas muito divertida. Apesar de obter o maior faturamento para a sua produção, Frankenstein Jr. aparece em apenas uma das três partes do desenho animado, as outras duas mostravam as aventuras dos Impossíveis. Frankie também recebe pouca atenção na sequência de abertura do show, que era uma pop-art maravilhosa dos Impossíveis mostrando os seus poderes sob uma batida de rock, efeitos alucinantes, gráficos incríveis e a narração profunda e sinistra do ator Paul Frees, que estava fazendo muito trabalho de voz para Hanna Barbera na época.

Os Impossíveis eram formados pelo Multi-Homem, um cara alto e de cabelo desgrenhado que nunca mostra os seus olhos e que tinha a capacidade de criar duplicatas idênticas de si mesmo. Essa transformação tinha um efeito visual incrível, acompanhado por um dos efeitos sonoros mais legais já criados pela Hanna Barbera estúdios, que são famosos por sua lendária biblioteca de efeitos sonoros. Multi-Homem tinha um traje vermelho bacana, com uma pequena capa, e carrega um escudo com a letra “M” e que ele raramente utilizava. O Homem Fluido era um adolescente brincalhão e de cabelos escuros, vestido com um traje de mergulho verde brilhante, que já vem com nadadeiras. Ele tinha a capacidade de se transformar em qualquer fluido, que era, inevitavelmente, da cor verde. E, finalmente, tinha Coil o Homem-Mola, um tipo corpulento, até meio gordinho, com uma super roupa roxa. Ele podia transformar seu corpo em bobinas super elásticas, o que lhe dava uma capacidade adicional de pular. Aparentemente, eles não tinham identidades secretas, já que se chamavam de “Multi”, “Fluey” e “Coily” dentro ou fora do traje. Nenhuma origem ou histórico foi dado para a equipe.

Os Impossíveis eram muito divertidos e mostravam personagens que tinham poderes e visuais estranhos e todos os vilões eram ineptos e raramente representavam uma ameaça real. Na verdade, as maiores ameaças aos Impossíveis, eram as hordas de fãs adolescentes gritando e que causavam muitos problemas para eles.

Algo que poucas pessoas sabem é que a Hanna Barbera tinha uma gravadora de verdade, que era utilizada principalmente para criar discos infantis baseados em seus personagens mais populares, em grande parte apresentando os verdadeiros atores de voz cantando, além de uma pequena lista de artistas de rock. Havia alguns álbuns de trilhas sonoras desse tipo de música, incluindo o, agora lendário, álbum dos Banana Splits em vinil, mas muito pouco foi feito para CD ou download.

Os Impossíveis era um desenho muito musical, pois os heróis tinham uma Banda de Rock e freqüentemente eles realizavam a mudança para virarem super-heróis no meio dos seus shows. Essa transformação fazia com que eles voassem em seu carro futurístico, que momentos antes era o palco em que eles estavam se apresentando. Este incrível veículo também podia se transformar em uma van, barco ou submarino, quando necessário. Os Impossíveis lutavam com os vilões esquisitos que apareciam, voltando seis minutos depois para terminarem o show, com uma reprise da sua música que geralmente terminava no fade out.

Os Impossíveis foi criado em 1966 pela Hanna & Barbera e passou por um bom tempo nas TVs brasileiras. Recentemente a DC Comics criou uma HQ com os personagens juntos com Space Ghost, Flinstones e Jonny Quest.

Fique abaixo coma a abertura de Os Impossíveis.

Na Amazon você encontra um DVD com todas as temporadas de Os Impossíveis.

Acesse Aqui: