Fraude em streaming é a prática de inflar artificialmente o número de reproduções em plataformas usando bots, fazendas de cliques ou scripts em loop.

As fazendas de cliques atormentam as plataformas de Streaming
Quando ouvimos uma música em nossa plataforma de streaming favorita, não imaginamos que em algum lugar do mundo milhares de Smartphones também podem estar ouvindo, simultaneamente, essa mesma faixa. O objetivo dessa fraude é gerar receita indevida ou impulsionar falsamente as posições dos artistas nas paradas musicais.
Afinal, em plena era digital, números são sinônimo de muito sucesso. Um alto número de reproduções consegue atrair o algorítmo e isso pode ser dectado pelas gravadoras e até ampliar o pagamento de royalties. É lógico que essa fraude cria um mercado de streams falsos e pessoas mal-intencionadas vendem essas reproduções para artistas e empresários desesperados por uma visibilidade instantânea. Como diz o cantor Oswaldo Montenegro na música A Dama do Sucesso: “Como o sucesso é gostoso”
Os fraudadores utilizam vários métodos, como sofisticadas fazendas de bots, com milhares de dispositivos reproduzindo músicas em loop, até contas roubadas de usuários. Plataformas como Apple Music, Deezer, Spotify e Amazon Music consideram esse tipo de reprodução, que não reflete a intenção genuína do usuário, como fraude. Caso sejam detectadas, essas reproduções são removidas, os royalties retidos e as faixas até podem ser retiradas do ar.
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Fraude em Streaming prejudica vários artistas
A fraude em streaming dilui o montante total dos royalties e como a maioria das plataformas utiliza um modelo de pagamento, as reproduções falsas literalmente roubam dinheiro de artistas legítimos. Além disso, a fraude também distorce os dados e dificulta que o mercado identifique talentos realmente promissores.
Se um artista paga para ter um número específico de reproduções nas plataformas de streaming, ele já está cometendo uma fraude. Esses serviços garante um número falso de reproduções utilizando bots ou reprodução em loop, onde a música é tocada silenciosamente 24 horas por dia, 7 dias por semana, em milhares de dispositivos.
No Brasil, a Operação Authêntica combina investigação especializada, decisões judiciais e articulação com a indústria musical. A ideia é oferecer uma resposta mais robusta a esse tipo de crime digital. Paulo Rosa, presidente da Pro-Música Brasil e da APDIF, vê na decisão um avanço importante.
“A Justiça reconhece a ilegalidade desses serviços e determina o encerramento de suas atividades. A venda de ‘plays’ falsos foi corretamente caracterizada como prática fraudulenta”, diz. “Seguimos apoiando os esforços do Ministério Público na defesa de um ambiente digital mais íntegro.”
Artistas podem evitar fraudes no streaming
Se você é artista, nunca pague por reproduções garantidas ou inclusão em playlists. Campanhas de marketing podem gerar tráfego com anúncios on-line e off-line. Avalie cuidadosamente todos os serviços de promoção de terceiros e monitore suas análises em busca de picos suspeitos, como milhares de reproduções em uma única cidade, ou até países que sua música ainda não alcançou. Também tome cuidado com a utilização de IA na sua música, plataformas, como a Deezer, já utilizam algoritmos para detectar músicas geradas por Inteligência Artificial. A ideia é combater fraudes e proteger os verdadeiros artistas.
A tecnologia existe para ajudar qualquer profissional, mas ela não deve ser utilizada para cometer fraudes.
Veja abaixo um vídeo sobre a Alexa
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