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Uma mulher negra, que foi entrevistada para uma vaga no Facebook, disse que foi informada de que a empresa estava “procurando um ajuste cultural” antes de ser rejeitada, de acordo com o The Intercept. Ela agora é uma das quatro pessoas que reclamaram recentemente para a Equal Employment Opportunity Commission (EEOC) sobre práticas de contratação e promoção supostamente racistas da gigante de tecnologia.

A mulher diz que era adequada para uma vaga gerencial na equipe de Parcerias de Impacto Global do Facebook, devido à sua experiência de trabalho e doutorado relevante, relata o The Intercept. No entanto, ela alegou que durante as reuniões presenciais, acabou sentindo que os entrevistadores não estavam priorizando suas entrevistas e que elas pareciam apressadas, depois de fazê-la esperar por várias horas. Na reportagem o Intercept decidiu não usar o nome real da mulher, como condição para divulgar a reportagem.

Todos os entrevistadores eram brancos, relatou o The Intercept, que também afirmou que apenas 3,9% da força de trabalho do Facebook nos EUA é negra, de acordo com um relatório recente sobre diversidade.

A notícia chega junto com o início de uma investigação da EEOC sobre alegações de preconceito racial nos processos de contratação e promoção do Facebook. A investigação foi categorizada como sistêmica, o que significa que a agência suspeita que essas políticas podem estar contribuindo para a discriminação generalizada, de acordo com a Reuters.

A mulher também alegou que um funcionário do Facebook lhe disse: “Não há dúvida de que você pode fazer o trabalho, mas estamos realmente procurando por uma cultura adequada”. O termo é amplamente usado na indústria de tecnologia para se referir à candidatos com quem os funcionários gostariam de tomar uma cerveja. Mas os especialistas dizem que é uma estratégia de contratação equivocada e que pode contribuir para a falta de diversidade, já que muitas vezes as pessoas com quem gostamos de sair têm experiências muito parecidas com a nossa, de acordo com a Harvard Business Review.

Essa reclamação alega que a discriminação da empresa, contra candidatos negros, é parcialmente baseada em sua forte consideração de adequação da cultura na contratação, sem fornecer orientação objetiva suficiente para gerentes e outros funcionários sobre como determinar quais candidatos e funcionários podem combinar com essa tal cultura do Facebook, relatou o The Intercept.

Lamentável que o Facebook exija essa “adequação cultural”, que parece mais uma atitude racista, de sua equipe e dos seus futuros funcionários.

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