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A tecnologia ajuda o mundo a evoluir, mas o lado negro da força está sempre procurando uma forma de levar vantagens. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Chicago descobriu que os algoritmos, que podem copiar voz, avançaram a tal ponto que agora são capazes de enganar até dispositivos com assistente de voz e também as pessoas que estão ouvindo. O grupo de pesquisadores publicou um artigo que descreve dois algoritmos de cópia de voz bem conhecidos.

Os Vídeos Deepfake são bem conhecidos e muitos exemplos, que imitam celebridades, podem ser vistos no YouTube. Mas, embora esses vídeos tenham se tornado realistas e bastante convincentes, uma área em que ainda falham é na reprodução da voz de uma pessoa. Mas agora uma equipe da UoC encontrou evidências de que essa tecnologia avançou muito. Eles testaram dois algoritmos de cópia de voz mais conhecidos, em dispositivos com reconhecimento de voz, e descobriram que eles foram aprimorados e agora são capazes de enganar as inteligências artificiais e também os humanos.

Os dois algoritmos, SV2TTS e AutoVC, foram testados em amostras de gravações de voz em bancos de dados disponíveis publicamente. Ambos os sistemas foram treinados usando 90 trechos de voz de cinco minutos, com pessoas falando. Eles também contaram com a ajuda de 14 voluntários que forneceram amostras de voz e acesso aos seus dispositivos de reconhecimento de voz. Os pesquisadores então testaram os dois sistemas usando o software de código aberto Resemblyzer, que ouve e compara as gravações de voz para, em seguida, dá uma classificação com base em duas amostras semelhantes. Eles também testaram os algoritmos usando-os para tentar acessar serviços em dispositivos com reconhecimento de voz.

Os pesquisadores descobriram que os algoritmos eram capazes de enganar o Resemblyzer em 50% das vezes que foi utilizado. Eles também descobriram que eram capazes de enganar o Azure, serviço de computação na nuvem da Microsoft, aproximadamente em 30% das vezes. E eles foram capazes de enganar o sistema de reconhecimento de voz Alexa, da Amazon, em aproximadamente 62% das vezes.

Duzentos voluntários também ouviram cópias das gravações e tentaram determinar se as vozes eram da mesma pessoa e os resultados foram mistos mas, no geral, os algoritmos foram capazes de enganar os voluntários com mais frequência, principalmente quando as amostras de voz eram de pessoas famosas. A tecnologia das AI com certeza deve combater esses algoritmos e impedir que eles reconheçam vozes falsas dos usuários. Mas, não deixa de ser assustador, que alguém possa copiar sua voz e utilizá-la por aí.

Artigo: Hugo Machado

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