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Em sua temporada final, Vikings valorizou ainda mais a história de Ragnar e seus filhos, finalizando a série de forma perfeita, quase poética. Ragnar, no entanto, foi apenas o começo da história dos Vikings.

Ainda neste ano, a Netflix produzirá o capítulo final da saga, Vikings: Valhalla. A nova série será situada 150 anos após os eventos de Vikings e vai mostrar o último período glorioso desses guerreiros como uma força cultural a ser reconhecida, enquanto narra algumas das figuras mais intrépidas, influentes e poderosas do início do século XI.

Com base no último anúncio do elenco, espere encontrar personagens históricos como Leif Eriksson (Sam Corlett) e Freydis Eriksdotter (Frida Gustavsson), filhas de Erik, o Vermelho. Veremos também a ambiciosa e politicamente astuta Emily da Normandia (Laura Berlin), o escorregadio conde Godwin (David Oakes), o infame Rei Cnut (Bradley Freegard) um dos monarcas mais bem-sucedidos da Europa e Guilherme, o Conquistador, cujo nome e reputação falam muito por si. Esse último papel ainda não teve um ator escolhido, por razões que se tornarão aparentes no futuro.

O que essa lista de personagens pode nos dizer sobre o período do tempo e, portanto, a possível narrativa e impulso temático da série?

Vamos tentar mostrar isso na sequência do texto

Todo mundo acaba achando que os Vikings eram uma força homogênea. Eles não eram e existe uma considerável resistência acadêmica sobre o que exatamente constitui um Viking. Embora fossem culturalmente semelhantes, havia uma grande variação entre os povos da Noruega, Suécia e Dinamarca, cada um dos quais tinha suas próprias raças de errantes, aventureiros e conquistadores. Os Vikings dinamarqueses foram, de longe, os mais bem-sucedidos. Na verdade, até a última parte do século X, grande parte do norte e leste da Grã-Bretanha era conhecido como Danelaw, um território dentro do qual as leis, costumes e às vezes até as línguas anglo-saxônicas estavam subordinadas à Dinamarca.

No início do século XI, após um período difícil de fluxo, luta e depois paz, durante o qual a autonomia anglo-saxônica foi aparentemente restaurada, os Vikings dinamarqueses novamente retomaram seus ataques ao litoral britânico. O rei Ethelred, o Despreparado, respondeu a essas repetidas incursões apaziguando os invasores com moedas, uma estratégia que incentivou ainda mais seus esforços. A estratégia de acompanhamento de Ethelred sem dúvida foi um fracasso total depois que ele ordenou o massacre de todos os dinamarqueses que viviam na Inglaterra, um feito impossível de realizar, embora não por falta de tentativa.

Sem surpresa alguma, este ato causou uma grande turbulência geopolítica, para não mencionar os contra-ataques violentos, que acabaram levarando o rei Ethelred a fugir da Inglaterra para a Normandia, deixando os dinamarqueses invadiram novamente para tomarem as rédeas do poder. Após esse caos, Canuto, um príncipe dinamarquês que sucedeu seu pai falecido, Sweyn Forkbeard, acabou se tornando o rei da Inglaterra.

A sinopse de Vikings: Valhalla nos conta que Canuto já é também o rei da Dinamarca. Na história, Canuto tornou-se rei da Inglaterra em 1016 e rei da Dinamarca dois anos depois. Podemos constatar então que a história começa em algum momento, ou não muito depois, de 1018.

O rei Canuto casou-se com Emma da Normandia em 1017. Esta união parece ter sido forjada com preocupações mais amplas do que apenas um mero romance, já que Emma havia sido casada com o rei Ethelred e lhe deu dois filhos, ambos herdeiros do trono inglês. O segundo casamento de Emma não só a ajudou a manter o poder e a influência mas também, sem dúvida, salvou a vida de seus filhos. Essa disputa política e familiar deve criar uma dinâmica interessante à medida que a série for avançar ao longo dos anos.

Vikings: Valhalla não vai se esquecer da Noruega ou dos descendentes dos Vikings noruegueses, que foram os primeiros a colonizar a Islândia e depois partiram para o oeste em busca de aventura e riquezas.

A Groenlândia passou a ser uma colônia Viking estabelecida e lá encontraremos Leif e Freydis. Como elas vêm de uma família ferozmente pagã, sua história e dinâmica irão destacar como a sociedade Viking está se ajustando e lutando contra a erosão dos velhos costumes e deuses Vikings, assim como um foco em Kattegat, onde sua governante, Jarl Haakon (Caroline Henderson), não estará totalmente pronta para deixar Odin partir gentilmente.

As irmãs Leif e Freydis nos levarão ao Novo Mundo, onde nossos antigos aventureiros Viking, Ubbe e Floki, já pisaram. Enquanto Leif é a pessoa que a história mostra ter toda a fama e crédito por descobrir as regiões ocidentais da América do Norte, a história real de Freydis indica que ela será a personagem mais divertida de assistir. As sagas irão revelar uma mulher que era intrépida, corajosa e destemida, mas quase sobrenaturalmente sociopata. Portanto podemos esperar muito sangue espirrando na tela ou até uma tortura mais cruel do que a grotesca Àguia de Sangue.

Antes do crepúsculo chegar aos invasores favoritos da história, ainda teremos 48 anos de sangue, batalhas, barganhas, intrigas, ferimentos, invasão, vida, morte, amor e guerra para festejar em Vikings: Valhalla.

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