Não é de hoje que psicólogos, educadores, políticos e toda a sociedade discute, exageradamente, o impacto negativo dos meios de comunicação. Fico imaginando se existissem Redes Sociais em 1938, quando o programa de rádio Guerra dos Mundos, de Orson Welles, foi transmitido nos EUA. Apesar de falarem que os Estados Unidos experimentaram uma espécie de histeria coletiva, nunca vista antes, hoje sabemos que a audiência do programa não foi tão impactante assim. Mas, se existisse um Twitter na época e apenas alguns ouvintes publicassem que a Terra estava sendo invadida por marcianos, já seria suficiente para iniciar um pequeno alvoroço na sociedade.

Estamos em 2021, em pleno século XXI e a tecnologia da informação está bem avançada. Temos YouTube, Twitter, Instagram, WhatsApp, Twitch, Tik Tok e podemos propagar aquilo que assistimos no streaming, com uma velocidade assustadora. O problema nem é essa velocidade de transmissão e sim a qualidade do que estão transmitindo nas Rede Sociais, por isso as Fake News chegam rapidamente à qualquer pessoa, algo que uma boa pesquisa na Web pode resolver tranquilamente.

A série Round 6 (Squid Game), da Netflix, é um dos assuntos mais comentados hoje e todo mundo quer dar o seu pitaco nesse debate quase histérico. Já vi reportagens falando que a série incentiva a violência infantil e penso, “como assim?”. No site da Netflix está bem claro que a classificação indicativa é para maiores de 16 anos e portanto nenhuma criança deve assistir, só se a sua família permitir. Portanto não tem motivo para que as pessoas fiquem preocupadas com a violência da série e como ela vai atingir essas crianças menores de 16 anos.

Por isso acho um absurdo que as escolas entrem em contato com os pais, para falar sobre a Série Round 6. Como fez um colégio ao sul da Inglaterra, que mandou um e-mail aos pais pedindo que eles não deixassem os filhos assistirem à série Round 6 (Squid Game) da Netflix. Essa série sul-coreana dramática, escrita e dirigida por Hwang Dong-Hyuk, que foi lançada em 17 de setembro e continua sendo aclamada pela crítica mundial. Na verdade, a série rapidamente se tornou a mais assistida da Netflix, até o momento, tirando a campeã anterior, Bridgerton, do primeiro lugar.

De vez em quando surge uma série ou filme, que parece que toda a Internet está assistindo ao mesmo tempo. A hashtag da série Round 6 foi vista 22,8 bilhões de vezes no TikTok e está à caminho de se tornar o maior programa, de língua não inglesa, da Netflix. Embora houvesse muita discussão sobre a série na Web, o que eu mais vi nas Redes Sociais são memes, que mostram como as pessoas agiriam se tivessem que participar do jogo, ou satirizando quando descobriram que todos os seus jogos de infância haviam recebido um modo assassino, em Round 6. Lógico que a imagem preferida de todos é a da boneca robô gigante, aquela da Batatinha Frita 1, 2, 3.

O mundo do entretenimento sempre foi assim, as séries e filmes violentos sempre existiram em praticamente todas as décadas, desde o século passado, e sempre tentaram controlar, de alguma maneira, o que é transmitido na TV e nos lares que, na maioria das vezes, nem são tão felizes e pacíficos como aparentam ser.

Não é difícil imaginar que muitas crianças possam ter visto vídeos curtos do programa em plataformas como Tik Tok e YouTube e os jogos letais, inspirados em brincadeiras infantis, com certeza foram vistos como uma diversão simples, sem um contexto necessariamente violento. Sendo assim, será uma façanha difícil para qualquer pai impedir que os seus filhos vejam imagens ou vídeos de séries ou filmes como Round 6 na Web. Nada que uma boa conversa com os seus filhos e filhas, não possa resolver.

Artigo: Hugo Machado


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