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Um mundo assustador onde a perda de liberdade e identidade faz parte do plano totalitário de um governo de extrema direita, que pretende eliminar lentamente as minorias étnicas, homossexuais e intelectuais de suas comunidades e estabelecer um estado policial. Parece um pouco o mundo atual, onde o fascismo tenta dominar nações, mas estamos falando de V de Vingança, uma das maiores conquistas na área de quadrinhos e um trabalho grandioso de seus criadores Alan Moore e David Lloyd. 

A HQ é situada em uma Inglaterra futurista que se entregou ao fascismo e mostra uma história inovadora que captura tanto a natureza sufocante da vida, em um estado policial autoritário, como o poder redentor do espírito humano que se rebela contra ele. Criada com muita clareza e inteligência, V de Vingança traz uma profundidade inigualável de caracterização para o seu relato inflexível de opressão e resistência.

O escritor Alan Moore, como demonstrado em seu encaminhamento para a história, foi muito motivado por sua reação à política de direita e às políticas econômicas complementares do governo da primeira-ministra Margaret Thatcher. Essa obra é bastante nostálgica, mas também é totalmente atual, apesar do seu texto está firmemente estabelecido na década de 1980. Todo mundo lembra que os anos 1980 foram divertidos, mas deixam de lado a AIDS, a Guerra Fria e a invasão soviética do Afeganistão em 1979.

Quando pensou em V de Vingança, Alan Moore certamente estava furioso e tinha muitos motivos para expor essa fúria. A economia da Inglaterra estava contra si mesma, punindo os pobres e deixando centenas de milhares de desempregados. Fora essa questão econômica, Margaret Thatcher causou uma grande guerra contra a Argentina nas Ilhas Malvinas, no que parecia um esforço para a sua reeleição. Ela também garantiu a sobrevivência do programa de armas nucleares da Grã-Bretanha, além de destruir sindicatos e o setor de mineração, o que causou um choque brutal na economia inglesa.

Como em 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Alston Huxley, V de Vingança é uma história de ficção científica sobreposta a comentários sociais. A solução para o fascismo, disse Moore, é a anarquia.

Nas décadas de 1970 e 1980, a veia profunda da ideologia anárquica inglesa pode ser claramente vista na canção polêmica de 1976 dos Sex Pistols, Anarchy in the UK. Isso tocou claramente o espírito da época e Moore fez questão de mostrar em V de Vingança.

Esta série de Alan Moore e David Lloyd apareceu originalmente em preto e branco e foi uma das principais matérias da revista britânica Warrior, que teve apenas 26 edições. A história permaneceu inacabada até que a DC comprou os direitos em 1988 e lançou um novo volume, que foi colorido. Posteriormente, a série foi reunida em um único volume ainda publicado, V de Vingança. A HQ também foi adaptada para o filme de 2005, V de Vingança.

V de Vingança poderia ser um livro, mas acabou nascendo nas página de uma história em quadrinhos. A HQ foi claramente inspirada em alguns governos da vida real, com um certo toque de radicalismo, além de utilizar um abordagem dos governos de extrema direita e do nazismo. Isso é claramente mostrado nos campos de extermínio criados para os judeus, socialistas, negros e LGBT.

V de Vingança teve uma enorme influência na cultura popular. Talvez sua manifestação mais óbvia, seja o uso muito difundido da máscara de Guy Fawkes de V por manifestantes e oponentes da globalização, incluindo a cooperativa de hackers contra-estado, Anonymous. O fato dessa máscara ainda ser lembrada, muitos anos depois, mostra que V de Vingança continua inteiramente relevante.

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