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Houve um tempo em que você escolhia o seu disco pela capa, pois muitos vinham lacrado e não podíamos nem escutar na loja. Se você conhecesse a banda, já entrava na loja e ia direto pegar aquele disco novinho que acabou de sair, mas a escolha de bandas novas era totalmente visual. Se tivesse uma foto ou arte impressionante na capa, era quase certo que o disco seria bom e portanto você podia comprar sem medo, mas isso também não dava muito certo.

Por isso que durante gerações, a arte do álbum foi uma parte essencial para resolvermos ouvir a música. A mídia pode ter mudado, de Vinil para Cassetes, CDs e agora o Streaming, mas a imagem criada para representar a música das nossas bandas favoritas, continuou a ser um elemento vital e vibrante da cultura pop.

Neste artigo vamos homenagear a arte de alguns dos álbuns mais icônicos da história do rock, algumas delas se tornaram mais famosas e reconhecíveis, do que a própria música que simbolizam e a maioria virou ícone em pôsteres, camisas e adesivos pelo mundo. Sabemos que escolher as melhores capas de discos de rock é uma tarefa difícil e precisa de muito debate. Por isso vamos começar com as 8 melhores capas de todos os tempos.

Elvis Presley (1956)

Vamos iniciar com uma capa com duas palavras poderosas: “Elvis” e “Presley”, isso era tudo que precisava dizer. Essa famosa foto foi tirada durante uma apresentação no Fort Homer Hesterly Armory, Tampa, Flórida, em 31 de julho de 1955 e nela você ainda pode sentir a energia do rock’n’roll, com um jovem pronto para dominar o mundo. A capa é tão boa que duas décadas depois, o The Clash sentiu que não havia mais rock’n’roll e roubou a ideia para o seu álbum London Calling.

The Beatles — “Abbey Road” (1969)

Enquanto “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” permanece uma fantasia pop-art e “The White Album” foi deliberadamente minimalista, não há registro mais instantaneamente memorável ou icônico do que “Abbey Road”, dos Beatles. Fotografado por Iain Macmillan fora do famoso estúdio de gravação, de mesmo nome, esta capa lendária mostra os membros da banda caminhando em harmonia, mas com suas próprias identidades firmemente estabelecidas. John com sua barba desgrenhada e mãos no bolso, Paul andando descalço com um cigarro, George de jeans enquanto o resto vestia ternos, tudo se encaixa perfeitamente. A foto mostra a dinâmica interna da banda, observe como todos estão caminhando com o pé esquerdo para a frente, exceto Paul. Essa capa tem um significado artístico gigantesco pois captura a moda e a atitude da época em um único e perfeito momento. Foi muitas vezes imitada, mas nunca melhorada.

Pink Floyd: The Dark Side Of The Moon (1973)

Essa capa de álbum é eterna e foi criada por uma das equipes de design mais famosas de todos os tempos. Os artistas principais da Hipgnosis, Storm Thorgerson e Aubrey Powell, criaram esse conceito para The Dark Side Of The Moon, enquanto o seu colega, George Hardie, o finalizou. Um prisma refratando a luz em seis das sete cores do espectro, só falta o índigo. O triunvirato de feixe de luz, prisma e espectro aparentemente representava três aspectos da banda e sua música: iluminação de palco ambiciosa, letras de Dark Side e pedido do tecladista Richard Wright para que a Hipgnosis criasse algo ousado, mas bem simples. Pronto! Nasceu uma das capas de disco mais famosa de todos os tempos.

Led Zeppelin: Houses Of The Holy (1973)

Essa arte da capa de Houses Of The Holy foi inspirada no final de O Fim da Infância, um romance de ficção científica dos anos 30, do autor Arthur C Clarke. Uma colagem reunida a partir de várias fotos de duas crianças escalando a formação rochosa chamada de Giant’s Causeway, que é um cartão postal da Irlanda do Norte. Essa fotos foram tiradas durante dez dias e a sua coloração misteriosa foi um efeito acidental, que deu à imagem uma sensação apropriadamente de outro mundo. Outro efeito colateral não intencional, foi que algumas lojas acharam as crianças nuas muito controversas e se recusaram a divulgar o disco. Mais um motivo para essa capa estar entre as melhores.

Bruce Springsteen: Born In The USA (1984)

Inspirada na faixa-título de Born In The USA, a fotógrafa da Rolling Stone, Annie Leibovitz, fotografou Springsteen em vermelho, branco e azul, diante das listas da bandeira americana, criando a melhor foto de um homem comum americano, para o melhor álbum sobre cada homem americano. Infelizmente, como a faixa-título do álbum esteve sujeita a interpretações políticas equivocadas ao longo dos anos, a arte teve algumas conotações negativas. Alguns pensaram que The Boss estava se aliviando na bandeira, um resultado não intencional que Springsteen explica: escolhi, a partir de uma série de fotos, a foto da minha bunda, porque parecia melhor do que a foto do meu rosto.

Nirvana: Nevermind (1991)

Não existe nada mais punk rock do que colocar a genitália masculina na capa do seu álbum. Assim, a controvertida capa de Nevermind, foi interpretada por muitos como uma banda inocente em busca do todo-poderoso dólar quando, na realidade e de acordo com o diretor de arte da Geffen Records, Robert Fisher, era o resultado do fascínio de Cobain por um documentário sobre o nascimento subaquático. Claramente, seu interesse por temas maternos surgiria novamente para outro disco da banda, In Utereo. Enquanto a gravadora pressionava por uma capa sem a anatomia do bebê, o compromisso proposto por Cobain era um adesivo que dizia: “Se você está ofendido com isso, deve ser um pedófilo enrustido”.

The Velvet Underground & Nico: The Velvet Underground & Nico (1967)

Se a capa do álbum Sgt Pepper, de Peter Blake, é o exemplo mais famoso da pop art britânica, então o design de Andy Warhol para o álbum de estreia do Velvet Underground, lançado no mesmo ano, continua sendo um dos mais famosos exemplos da pop art americana. “Descasque lentamente e veja”, mas a casca de banana era na verdade um adesivo que revelava uma falsa fruta abaixo. Uma ação tipicamente irônica de Warhol, embora a piada fosse para qualquer um que removesse o adesivo. Cópias totalmente intactas do álbum de estreia da banda são agora raridades colecionáveis e com um custo bem alto.

U2 – War (1983)

O cantor do U2, Bono, pode hoje ser conhecido por jantar com papas e presidentes mas, no início do U2 ele era cru, nervoso e estridente como essa capa. War veio com as canções polêmicas sobre guerra e conflito, como Sunday, Bloody Sunday e foi o terceiro álbum da banda que pode ser considerado o ápice da sua juventude rebelde.

Em vez de seguir o caminho óbvio de retratar uma cena de batalha, o designer gráfico irlandês Steve Averill tomou a decisão inspirada de usar uma criança, transmitindo poderosamente a perda da inocência criada pela guerra. O menino que olha intensa e inquietamente para a câmera é Peter Rowen, irmão do artista Guggi, amigo de Bono.

Rowen apareceu em três álbuns do U2 no total, e agora é um fotógrafo profissional. Ele até completou o ciclo, filmando um concerto do U2.



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