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A ficção científica quase sempre cria uma inteligência artificial maligna, que pretende acabar com a humanidade, mas a IA real pode ter sentimentos algum dia?

Não sabemos se uma IA pode realmente sentir e isso é um tópico bastante desconcertante. Afinal, por que uma IA deve ter sentimentos?

Essa possibilidade existe e pode fornecer um grau mais alto de conforto social e uma interação humanos/máquina mais precisa, facilitando nossa vida. Imagine a IA Duplex do Google usando genes emocionais. Porém, se uma IA pode desenvolver sentimentos, ela está inerentemente ligada à sua capacidade de lidar com emoções. Seguindo as definições clínicas, a emoção é tudo aquilo que pode ser sentido. Esse gatilhos emocionais são gerados a partir do subconsciente, em resposta a um estímulo externo ou uma agitação interna. Algo que decorre de aspectos como crenças e desejos.

Por outro lado, todo sentimento acompanha a emoção com uma manifestação física imediata. Mais importante, esses sentimentos são uma experiência consciente de cada ser humano. Sentimentos e emoções acontecem gradualmente e podem mudar ao longo do tempo, mesmo se esteja relacionado a um mesmo assunto. No caso dos algoritmos de uma IA, sua percepção a um estímulo externo específico depende dos dados que são inclusos. Porém, essas experiências não podem variar ao longo do tempo. Em poucas palavras, a abordagem de uma IA que gera emoção é completamente estática. No entanto, sua resposta deve se manifestar na forma de sentimentos, porém permanece inalterada. Mesmo que as expressões emocionais de uma IA, também conhecidas como sentimentos, sejam criadas hoje, elas podem não aparecer amanhã, se o seu algoritmo for alterado.

O próximo dilema é a desconexão entre emoção e sentimento, pois o último não pode se originado sem o primeiro. É muito comum vermos pessoas incapazes de descrever, com precisão, o que estão sentido. Há uma diferença tangível entre o que eles dizem, o que sentem e como eles estão realmente se sentindo. Se uma IA é alimentada com um conjunto de dados de reações humanas e algumas dessas pessoas não consegue reconhecer suas emoções e expressões físicas, fica bem difícil que ela compreenda as verdadeiras emoções.

Um exemplo claro sobre isso, são os inúmeros testes públicos de programas de IA, como o Tay e Delphi, da Microsoft, ou o recente caso de uma IA treinada com os dados do 4Chan, que rapidamente realizaram sugestões assassinas e racistas. Por isso o debate sobre a possibilidade de uma IA ter sentimentos, esquentou recentemente. Isso aconteceu porque um engenheiro do Google foi suspenso, depois de ir à público com alegações de que o gerador de chatbot LaMDA AI, da empresa, é senciente.

É lógico que tivemos progresso nesse campo. Os melhor exemplo é a IA de emoção e processamento de linguagem natural, que pode fornecer informações sobre o humor de uma pessoa usando pistas audiovisuais. Até melhor que os humanos, em alguns casos. Mas ser capaz de detectar centenas de linguagens corporais, para estudar as emoções e realizar uma análise sentimental detalhada, não significa que uma IA também possa retribuir com a mesma profundidade emocional. Ou, para simplificar, expressar seus sentimentos com uma perspectiva pessoal, em vez de analisar rapidamente as milhões de respostas inclusas em seu banco de dados. Encontrando aquela que é considerada a melhor para um cenário específico.

Especialistas dizem que a IA com ética é importante, mas que ela foi parcialmente sequestrada pela AGI (Inteligência Geral Artificial). Por isso eles acham importante utilizar mais tempo com os problemas urgentes: como perda de emprego e salários estagnados, destruição da democracia, discriminação e preconceito, desigualdade de riqueza.

Lógico que se jogarmos emoções e sentimentos nessa mistura, iremos abrir toda uma nova dimensão de respostas sintéticas errôneas, que visam imitar o toque humano em uma interação. Outro obstáculo importante é que as respostas de uma IA são direcionadas para atingirem um objetivo específico, já a inteligência emocional e social que os humanos exibem, não é. Com uma abordagem orientada a concluir objetivos, a IA não teria um toque reflexivo ou um pensamento imprevisível, algo que só vem com os sentimentos. Alguns especialistas acreditam que a Inteligência Geral Artificial (AGI) acabará sendo capaz de replicar os traços mais intrinsecamente humanos. Só que esse futuro ainda está muito distante.

A maneira como uma IA é treinada atualmente, para estudar e imitar emoções, com ou sem um nível específico de cortesia e empatia, nunca permitirá que ela tenha emoções próprias. Vários especialistas estão divididos sobre até onde uma AGI já chegou e maioria das IAs existentes são direcionadas para resolverem as multitarefas do nosso dia-a-dia. Portanto, levará pelo menos uma década para que essa nova inteligência artificial seja descoberta. Por enquanto vamos continuar interagindo com a Alexa e Siri em tarefas rotineiras, até chegar o dia que elas reconheçam se estamos felizes ou tristes.

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