•  
  •  
  •  
  •  

Hoje é Dia Internacional da Mulher e vamos mostrar as primeiras super-heroínas da história dos quadrinhos. Elas não demoraram muito para aparecer nas páginas das revistas, mas nenhuma dessas personagens foi criada por uma escritora ou desenhista do sexo feminino.

Uma pesquisa revelou quantas mulheres e homens trabalharam atualmente nos títulos mensais publicados pela Marvel Comics e DC Comics. O resultado geral dessa pesquisa mostrou que 9,5% das pessoas que trabalharam nos títulos da DC, nos últimos anos, eram mulheres e 90,5% eram homens, enquanto 9,8% das pessoas que trabalharam nos títulos da Marvel eram mulheres e 90,2% eram homens.

Na Comic-Con de San Diego, em 2011, uma mulher vestida como a Batgirl, questionou criadores e editores da DC Comics sobre o desequilíbrio de gênero dentro da empresa. A mulher vestida de Batgirl, conhecida como Kyrax2, esperou na fila dos painéis e fez perguntas sobre quais criadores e personagens seriam apresentados, ela então comentou sobre o desequilíbrio de gênero no material que viu.

Kyrax2 notou que a composição de cada painel, que ela havia comparecido na convenção, era predominantemente masculina. Durante o período de perguntas, ela questionou se eles estavam comprometidos em contratar mais mulheres. A resposta que ela recebeu de Dan Didio foi que ele estava comprometido em contratar os melhores escritores e artistas, ao que ela perguntou: “Você está dizendo que não consegue encontrar grandes escritoras ou artistas?” Depois dessa pergunta a reação do público foi furiosa.

As pessoas gritaram para ela sentar e gritaram o nome de Gail Simone (Escritora de Aves de Rapina) repetidamente. Kyrax2 disse: “Sim, conheci Gail Simone ontem. Gosto muito dela. Mas participei de todos esses outros painéis e, com exceção dela e de uma editora, todos eram homens.”
Em um artigo de autoria anônima em dezembro de 2013, no site The Comics Journal, uma escritora compartilha uma carta de assédio que recebeu, só porque escrevia para os quadrinhos. Apesar desse preconceito perpétuo as personagens femininas sempre tiveram destaque nas HQ e agora conquistam ainda mais espaço, com personagens femininas vestindo o uniforme de famosos super-heróis dos quadrinhos.

Conheça as Primeira Super-Heroínas dos Quadrinhos:

Fantomah

Antes de 1940, não havia super-heróis do sexo feminino. As mulheres nos quadrinhos eram quase universalmente designadas para dois papéis distintos: um interesse romântico ou um personagem coadjuvante. Isso não quer dizer que todas as personagens femininas antes dos anos 40 eram ruins só que, na maioria das vezes, elas não desempenhavam um papel tão importante.

Então, em Jungle Comics #2, a primeira verdadeira super-heroína feminina fez sua estreia. Fantomah, A Mulher Misteriosa da Selva, usava seus poderes sobrenaturais para punir aqueles que ameaçassem a selva ou os seus habitantes. Transformando-se de uma bela jovem em um horrível monstro de caveira azul, Fantomah era um símbolo de terror e justiça, mesmo que isso significasse que algumas de suas outras características não fossem tão bem definidas quanto outros heróis da época .

A influência que Fantomah teve na indústria não pode ser subestimada. Ela é, em muitos aspectos, o modelo a partir do qual todas as super-heroínas modernas se inspiraram, e é fácil presumir que os quadrinhos simplesmente não seriam os mesmos sem essa influência. O nome ‘Fantomah’ pode não ser tão reconhecível em 2021, mas não há como negar que, há 81 anos, o artista Fletcher Hanks e sua Mulher Misteriosa da Selva mudou a indústria dos quadrinhos para sempre.

Sheena, Rainha da Selva

No final dos anos 1930 e 40, aparentemente todo mundo estava lutando pela selva ou vivia nela e essa tendência pode ser rastreada até chegar à origem de uma heroína dos quadrinhos.

Sheena, a Rainha da Selva fez sua estreia nas páginas da Wags #1 em 1937 e acabou recebendo sua própria revista alguns anos depois. Na verdade, Sheena foi a primeira protagonista feminina a receber sua própria revista dedicada na história dos quadrinhos, antes mesmo da estreia da Mulher-Maravilha, que aconteceu três anos depois.

Em termos de poderes e habilidades, as de Sheena foram bem inovadoras para a sua época mas, provavelmente, não causariam nenhuma surpresa hoje em dia. A Rainha da Selva não era apenas uma especialista em combate e manuseio de armas, mas também era capaz de falar com animais e, como se poderia esperar, ela usava essas habilidades para se defender e também aos habitantes da selva de todos os tipos de caçadores e outros vilões. Ela pode não ser tecnicamente considerada uma super-heroína, mas isso não a impediu de se tornar extremamente popular naquela época.

Sheena é, em muitos aspectos, uma relíquia de seu tempo e hoje os leitores parecem não se importar mais com histórias na selva. Mas, com certeza, sua série inspirou muitos heróis semelhantes e até abriu caminho para outros personagens femininos mais proeminentes nos quadrinhos.

The Blonde Phantom

Na década de 1940 os quadrinhos de super-heróis estavam começando a perder sua popularidade. Pode ser difícil de acreditar, especialmente considerando o quão populares os super-heróis são hoje em dia mas, após a Segunda Guerra Mundial, os leitores simplesmente não estavam mais interessados ​​nas histórias tradicionais de super-heróis. Como resultado, os editores de quadrinhos começaram a procurar uma maneira de ampliar suas vendas cada vez menores e muitos se voltaram para novos gêneros, como o faroeste, mas algumas empresas se concentraram mais em novos dados demográficos.

Afinal, os meninos sempre foram o principal alvo demográfico dos quadrinhos de super-heróis mas as meninas eram, até então, um mercado relativamente inexplorado pelas editoras.

The Blonde Phantom foi uma das principais tentativas da Timely Comics de criar uma história em quadrinhos voltada diretamente para as leitoras mais jovens. Estreando pela primeira vez nas páginas de All Select Comics #11 em 1946, Blonde Phantom usava uma máscara de dominó preta, um vestido de festa vermelho e uma pistola calibre 45.

As histórias podem não parecer tão progressivas para os padrões de hoje, mas The Blonde Phantom deu um grande passo mostrando que personagens femininos poderiam liderar suas próprias séries.

Surpreendentemente, Blonde Phantom ainda apareceu nas histórias da Marvel e a última vez foi em Sensational She-Hulk, durante os anos 90. Sua carreira na luta contra o crime pode ter chegado ao fim, mas isso não impediu a Blonde Phantom de permanecer relevante mais de quarenta anos após sua estreia inicial.

Golden Girl

Os ajudantes de super-heróis existem desde os primórdios dos quadrinhos. Batman tinha Robin, Capitão América tinha Bucky, Superman tinha um exército inteiro de crianças e animais superpoderosos e, diante algum tempo, parecia que todo super-herói tinha que ter uma versão mais jovem de si mesmo, correndo e lutando com ele.

Golden Girl se destaca do resto dos companheiros por ser uma garota. Isso pode não parecer tão relevante hoje em dia, mas nos anos 40, a Golden Girl realmente se destacava. Felizmente, os escritores da Marvel Comics garantiram que a Golden Girl nunca se tornasse uma simples donzela em perigo, Betsy Ross era uma personagem bem desenvolvida para a época e estava mais do que feliz em enfrentar os poderes do eixo do mal ao lado de seus colegas homens, como o Capitão América, durante a Segunda Guerra Mundial.

No final dos anos 70, a Marvel apresentou uma segunda Golden Girl, Gwenny Lou Sabuki, ao grupo. Infelizmente, essa segunda Golden Girl nunca foi tão popular quanto a personagem anterior e suas histórias foram limitadas a algumas aparições selecionadas.

Mesmo assim, a versão Golden Age de Golden Girl ainda merece um pouco de crédito: Betsy Ross foi a prova de que as meninas podiam acompanhar seus companheiros homens, independentemente de serem ou não simples companheiros.

Namora

Assim como acontece com muitos dos outros personagens da época, Namora começou sua carreira como a versão de gênero de um personagem já estabelecido, Namor – o Príncipe Submarino. Ela apareceu principalmente nas histórias em quadrinhos de outros personagens e foi tipicamente relegada a um papel coadjuvante, exceto quando teve sua própria série, onde a personagem era protagonista.

O que faz Namora se destacar de outros heróis semelhantes é ela ter os mesmos poderes dos seus colegas do sexo masculino. Repetidamente, os quadrinhos mostraram que Namora tem o mesmo poder que o seu primo Namor. Mesmo quando a personagem estreou, em 1947, estava claro que Namora não era simplesmente uma versão feminina mais fraca de um herói que já existia, a Marvel Comics fez questão de destacar de que Namor e Namora eram 100% iguais em termos de poder.

Infelizmente, a presença de Namora nas revistas da Marvel diminuiu muito nos últimos anos. Com personagens como Namor perdendo força, faz muito sentido que o elenco de apoio também caia no esquecimento. No mínimo, quando Namora aparecer, os escritores farão um bom trabalho em manter sua personalidade forte intacta, mas não parece que a Atlante fará muitas aparições importantes tão cedo, ou quem sabe ela apareça junto com Namor no próximo filme do Pantera Negra.

Vênus

A Marvel conhece bem a mitologia antiga para criar histórias baseada nela. Namora fazia parte da cidade perdida de Atlântida, mas isso é apenas um exemplo, parece que quase todas as divindades e semideuses gregos entraram nas páginas de uma HQ da Marvel.

Vênus, apesar de ter sido nomeada em homenagem à sua contraparte romana, não foi exceção. Embora eventualmente fosse revelado que a personagem era uma sereia meramente posando como a deusa do amor e da beleza, Vênus estreou como parte do panteão grego tradicional. As primeiras histórias, contadas na revista intitulada Venus, começaram leves mas, no final da revista, as histórias retratadas foram se tornando muito mais sombrias e maduras.

Após o cancelamento da revista, Vênus não seria vista novamente por quase duas décadas. Até que a deusa disfarçada voltou como parte da série contínua de Namor, onde ela foi transformada em uma manipuladora antes de se tornar um estranho personagem híbrido de herói e vítima nas histórias seguintes.

Quando a Vênus original foi revelada como sendo uma das monstruosas sereias, o conceito genuíno reapareceu, embora esta versão da Vênus fosse conhecida apenas como Afrodite. Esta versão da personagem era muito mais interessante do que a original, chegando mesmo a marcar a falsa Vênus por seus crimes, embora a Marvel nunca tenha estabelecido que Afrodite fosse realmente uma supervilã. Pelo jeito a Marvel conseguiu dar à mesma personagem duas representações totalmente diferentes.

Black Fury

Uma super-heroína que vestia um uniforme preto e que tinha até orelhas, combatia o crime com o seu chicote e artes marciais. Não, não é a Mulher-Gato, é a Black Fury!

Piadas à parte, é fácil ver com quem Black Fury, também conhecida como Miss Fury, realmente parece. Estreando como uma tirinha de domingo em 1941, Black Fury estabeleceu a base para super-heroínas suaves e astutas, com seu uniforme justo, aparelhos tecnológicos sofisticados e algum treinamento em artes marciais. Claro que a Mulher-Gato é a comparação mais fácil de fazer, mas existem dezenas de heróinas diferentes que devem seu estilo e guarda-roupa à Black Fury.

Como a maioria dos outros heróis de quadrinhos da época, Black Fury é apenas uma das várias abordagens diferentes da personagem, que teve cinco editoras diferentes lançando suas próprias versões de Black/Miss Fury. Até mesmo a personagem original, criada pelo artista Tarpé Mills, apareceu na Malibu Comics ao longo dos anos 90.

É verdade que Black Fury é um exemplo de como um personagem inovador pode ser ofuscado por seus imitadores, mas isso não muda o fato de que a super-heroína de Mills, que ataca o nazismo e combate o crime, estabeleceu um padrão para muitas dos heróinas modernas.

Sun Girl

Na Segunda Guerra Mundial os quadrinhos de super-heróis cruzavam regularmente com histórias de espionagem. Quando o Capitão América não estava socando Hitler na mandíbula, não era tão incomum encontrá-lo se esgueirando para entra em um reduto nazista ou lidando com agentes duplos.

Claro, a maioria das pessoas pensaria na Viúva Negra quando se trata de espiões na Marvel Comics, mas Natasha Romanova não foi a primeira personagem da espionagem feminina da Editora.

Sun Girl, também conhecida como Mary Mitchell, era uma heroína muito mais realista do que as suas contemporâneas. Embora ela regularmente se encontrasse lutando ao lado de heróis como o Tocha Humana, o original e não a encarnação do Quarteto Fantástico, e o Capitão América, suas habilidades eram notavelmente reservadas. As histórias mostravam que ela estava no auge da sua condição física, mas não havia nada de sobrenatural em suas habilidades .

A Sun Girl original pode ter sido uma espiã acima de tudo, mas uma nova versão da personagem, uma jovem chamada Selah Burke, fez sua estreia em 2013. Esta versão da personagem, com suas armas movidas a luz e traje de vôo, está muito longe das aventuras com tema de espionagem da personagem original, mas são bem divertidas de ler.

Millie, The Model

O humor sempre teve um papel importante nos quadrinhos. Sempre precisa haver algum tipo de leviandade, ninguém quer ler uma HQ que mostre apenas desgraça e tristeza. Dito isso, os títulos que se baseiam exclusivamente em histórias de humor são normalmente poucos e distantes entre si. Exceto pela imortal série Archie, poucos títulos de humor fizeram sucesso na cultura pop e poucos deixaram algum legado duradouro.

Millie the Model é diferente e a série não só se tornou uma das HQs de humor de maior sucesso já publicada pela Marvel Comics, como permaneceu nas prateleiras das lojas por quase três décadas. É isso mesmo! A primeira edição foi publicada em 1945 e a história final da série foi lançada em 1973. Mesmo com os super-heróis de quadrinhos tendo dificuldade em fazer sucesso por tanto tempo, uma HQ de humor, liderada por mulheres, vendendo por 28 anos, era simplesmente algo fantástico. Além disso a série central Millie the Model acabou se dividindo em vários spin-offs ao longo dos anos.

Quanto aos quadrinhos em si, Millie the Model abordou uma série de histórias e gêneros diferentes ao longo de seus quase 30 anos de duração. O conteúdo era tipicamente divertido e inofensivo e mostrava histórias estritamente humorísticas e de aventura, que foram publicadas ao longo desses anos. Essa HQ não era necessariamente revolucionária, mas a Marvel estava claramente fazendo algo certo e não é por acaso que a série durou tanto tempo.

Phantom Lady

Muitos consideram a Mulher-Maravilha a primeira e verdadeira super-heroína dos quadrinhos mas, na realidade, Diana Prince não foi a primeira personagem superpoderosa a aparecer nos jornaleiros. A HQ Phantom Lady, publicada pela Quality Comics em agosto de 1941, é amplamente conhecida como a primeira super-heroína de sucesso nos quadrinhos.

As histórias mostravam Sandra Knight, filha rica de um senador dos EUA, que seguiu suas aventuras como uma combatente do crime fantasiada. Com o seu projetor de luz negra especialmente desenvolvido, Phantom Lady era capaz de deixar seus inimigos cegos e ela mesma invisível, a personagem também tinha um carro equipado com dispositivos semelhantes, que era utilizado em várias aventuras.

Sandra Knight foi apenas a primeira de muitas encarnações e houve várias heroínas que adotaram o nome Phantom Lady, na longa história da DC Comics com a personagem. À medida que os direitos do personagem saltavam de editor para editor, várias interpretações diferentes dessa super-heroína apareciam e desapareciam.

Hoje em dia o manto da Phantom Lady pertence a Jennifer Knight, uma órfã que se tornou vigilante para caçar os que mataram os seus pais. Esse território é muito familiar para a DC, especialmente quando você leva em consideração o controle de Knight sobre as sombras e escuridão, isso é quase como se um certo cruzado de capa, com temática de morcego, tivesse um pouco de influência na última encarnação da personagem Phantom Lady.

Canário Negro

Qualquer pessoa que assistiu à recente série Arrow da Warner, saberá exatamente quem é a Canário Negro. Durante anos, ela esteve intimamente associada ao Arqueiro Verde e Oliver Queen mas, como acontece com muitas heroínas de quadrinhos, a história dessa personagem é um pouco mais complicada do que se poderia supor.

Canário Negro teve sua estreia nas páginas da revista Flash Comics #86. Pode parecer estranho pensar nela como outra coisa senão uma dos confidentes de confiança do Arqueiro Verde, mas Dinah Drake Lance apareceu pela primeira vez ao lado do infame e impopular herói Johnny Thunder. Na verdade, apenas anos mais tarde Canário Negro se uniu pela primeira vez com Oliver Queen.

Os relacionamentos da Canário Negro ficam ainda mais confusos quando se leva em consideração as inúmeras reinicializações de continuidade da DC Comics. Quando os múltiplos universos da empresa foram reiniciados nos anos 80, a Canário Negro foi dividida em duas pessoas distintas: a dupla mãe e filha de Dinah Drake Lance e Dinah Laurel Lance, o que não é nada confuso. Então, quando o enredo de Flashpoint redefiniu a continuidade da DC mais uma vez, Canário Negro era outra vez uma super-heroína singular.

Deixando a história complicada de lado, a Canário Negro sempre fez um trabalho fantástico quando mostrava o que a DC poderia realizar com as suas heroínas. Por décadas, a Canário Negro tem sido um dos personagens mais fortes da editora, independentemente do seu gênero e esperamos que isso não mude tão cedo.

Susan Storm, a Mulher Invisível

O Quarteto Fantástico sempre foi conhecido como a Primeira Família Perfeita da Marvel, então faz muito sentido que Susan Storm fosse a primeira super personagem feminina da editora.

Agora, com tantas empresas de quadrinhos e diferentes fusões ocorrendo ao longo dos anos 60, pode ser difícil definir o limite de quanto um personagem pertence a qual editora. Outros personagens desta lista pertencem tecnicamente à Marvel, mas apenas porque seu editor original foi contratado ou absorvido por ela. A Marvel Comics, como os fãs a conhecem hoje, começou em 1961 e deu o pontapé inicial com uma pequena HQ conhecida como O Quarteto Fantástico (The Fantastic Four), que sozinho inaugurou a Era de Prata dos Quadrinhos.

Durante suas primeiras aventuras, no entanto, Sue Storm, que foi apelidada de Garota Invisível, desempenhou apenas um papel de coadjuvante. Ela era uma heroína capaz, isso é certo, mas esta era uma época dominada por super-heróis masculinos, com uma força incomparável, o que significa que a Garota Invisível estava em muita desvantagem desde o início.

Felizmente, as coisas definitivamente melhoraram com o passar dos anos e Susan Storm iria desempenhar um papel cada vez maior na dinâmica da família do Quarteto Fantástico e no Universo Marvel como um todo e, como muitas outras heroínas da Marvel, eventualmente cresceu e se tornou uma personagem que os leitores conhecem e gostam muito hoje.

Jean Grey

Para os fãs de X-Men, Jean Grey sempre será conhecida como a trágica Super-Heroína da incrivelmente poderosa Força Fênix, mas, por um longo tempo, Jean Grey foi uma personagem feminina muito mais tradicional do que se poderia esperar.

Jean Grey, também conhecida como a Garota Marvel nos anos 60, foi uma das fundadoras dos X-Men. Todos os seus poderes clássicos, como telepatia e telecinesia, estavam lá desde o início, mas seu papel no grupo era muito diferente. Nas primeiras revistas da série, a Garota Maravilha era mais um interesse romântico, do que qualquer outra coisa, e namorada de Scott Summers, muitas histórias basicamente relegavam Jean Grey a uma personagem secundária, ao invés de um membro totalmente desenvolvido do grupo X-Men.

Foi quase uma década depois que Jean Grey finalmente assumiu o papel de protagonista nos quadrinhos da equipe. A saga Phoenix mudou completamente o status quo dos X-Men e Jean não era mais o membro fraco da equipe e se tornou um dos maiores e mais poderosos vilões do Universo Marvel de todos os tempos.

A saga da Fênix foi mais do que apenas um renascimento da personagem de Jean Grey, ela também marcou uma virada no perfil das heroínas da Marvel em geral. Para ser justo, as coisas não eram e ainda não são perfeitas, mas foi durante a Saga Fênix que a editora começou a fazer grandes avanços na criação de personagens femininas, deixando-as mais relacionáveis, interessantes e bem desenvolvidas.

Mulher-Maravilha

Se existe alguma personagem que foi responsável por popularizar as super-heróinas nos quadrinhos, com certeza é a Mulher-Maravilha.

Diana Prince é nada menos que icônica. Nos últimos 70 anos, a Mulher-Maravilha provou que uma super-heroína pode ser tão popular, se não mais, do que os seus colegas homens. Aparecendo pela primeira vez em 1941, a Mulher Maravilha rapidamente se tornou uma das maiores heroínas da DC Comics e a Amazona sempre aparecia ao lado de Batman e Super-Homem.

O que é ainda mais impressionante, é ver como as histórias da Mulher-Maravilha chegaram tão longe. Para ser perfeitamente justo, ler algumas das histórias mais antigas da heroína pode ser difícil, pois os quadrinhos escritos na década de 1940 não eram exatamente progressivos. Nas últimas décadas, no entanto, a Mulher-Maravilha se tornou um símbolo do empoderamento feminino e igualdade. Por repetidas vezes, a DC provou que uma série de quadrinhos, liderada por mulheres, pode competir e até superar as histórias de super-heróis masculinos.

E, como se isso não bastasse, a Mulher-Maravilha foi uma das primeiras heroínas dos quadrinhos a entrar na cultura pop mundial. Claro, o programa de TV com Adam West Batman era bobo, mas a interpretação de Lynda Carter como a Mulher-Maravilha ainda é considerada uma das melhores e muitos fãs da DC consideram o filme Mulher-Maravilha 1984, como um dos projetos mais interessantes do Universo DC .

É verdade que a Mulher-Maravilha tem suas deficiências e está longe de ser uma personagem perfeita, mas isso é fácil de ignorar quando percebemos que a personagem ajudou a revolucionar todo o Universo das HQs, aparentemente da noite para o dia.

Miss América

A Miss América original foi, em muitos aspectos, a quintessência da super-heroína da Segunda Guerra Mundial. Ela lutou ao lado de heróis como o Capitão América e Bucky, lutou contra os Poderes do Eixo do Mal e de alguma forma usava uma saia enquanto lutava contra o crime. No entanto, seu tempo sob os holofotes foi relativamente curto em comparação com a maioria dos outros heróis, e o interesse pela personagem terminou depois de apenas cinco anos na prateleira dos jornaleiros da esquina. As coisas não melhoraram com o passar dos anos, já que a Miss América original acabou morrendo devido ao envenenamento por radiação durante seu parto e foi transformada em uma marionete ciborgue bem estúpida.

A Miss América que a maioria dos fãs de quadrinhos modernos reconhecem é America Chavez, uma jovem latina LGBTQ que estreou em 2011. Desde então, Chávez tornou-se uma das personagens femininas mais populares da Marvel e é citada por muitos como um forte exemplo dos esforços da editora para criar personagens mais inclusivos e diversificados ao longo dos últimos anos.

É muito fácil ver por que tantas pessoas são atraídas por essa nova versão da Miss América, enquanto muitas super-heroínas clássicas são personagens fortes, poucos são consistentemente retratadas como pessoas normais. Chávez é uma super-heróina, com certeza, mas está claro que os escritores da Marvel também queriam que ela parecesse uma pessoa real, com problemas de pessoas normais, algo que tornou famoso alguns personagens como o Homem-Aranha, ao invés de parecer os quase onipotentes semideuses que dominam a formação da DC Comics.

No mínimo, Miss América é um exemplo fantástico de quão longe as protagonistas femininas dos quadrinhos chegaram nos últimos 81 anos, desde a aparição da primeira personagem super poderosa dos quadrinhos. Não se trata apenas de garantir que haja uma série projetada especificamente para meninas, mas de criar personagens que todos possam ler, apreciar e se identificar com eles.

Visite a Seção Especial de Quadrinhos na Amazon.

Acesse Aqui: