Como todos já sabem, Drácula sempre dá um jeito de ressuscitar do seu túmulo. Portanto, a notícia de um novo filme do vampirão, é tão inevitável quanto as mordidas que ele deixa nos pescoços das vítimas. Mas o novo projeto Drácula, em desenvolvimento pela Universal Pictures, é meio inusitado, se repararmos quem será o diretor do filme e qual a sua sinopse divulgada.

O Hollywood Reporter deu a notícia de que Chloé Zhao, recém-indicada ao Globo de Ouro de Melhor Diretor, assinou contrato para adaptar o clássico romance de 1897 de Bram Stoker, como um faroeste de ficção científica ambientado no futuro. Drácula já lutou com espadas e lanças, mas um Colt na cintura é algo totalmente novo.

“Eu sempre fui fascinada por vampiros e o conceito do “Outro” que eles personificam”, disse Zhao em um comunicado, sugerindo sua nova abordagem. Isso se alinha com o que disse o presidente da Universal Pictures, Peter Cramer: “As lentes singulares de Chloé iluminam histórias de pessoas esquecidas e incompreendidas. Estamos entusiasmados em trabalhar com ela enquanto ela imagina um dos personagens mais icônicos já criados.”

Essa união de Zhao e Universal é interessante para ambas as partes. Depois de dirigir Nomadland, um estudo íntimo sobre nômades americanos da vida real e concorrer a um Oscar, os horizontes de Zhao parecem amplos, especialmente porque seu próximo filme é simplesmente Os Eternos, para a Marvel Studios. Além disso, a marca da Universal está associada aos mortos-vivos mais do que qualquer outra empresa cinematográfica e o Drácula de 1931, estrelado por Bela Lugosi está completando 90 anos.

Lógico que estamos curiosos com esse filme de Zhao e ainda mais com essa abordagem de faroeste futurista. Com certeza um roteiro desse é algo meio louco e com grande possibilidade de não dar certo, especialmente quando levamos em consideração o histórico irregular de Drácula sempre que alguém tenta adaptar o personagem aos, digamos, tempos modernos.

Provavelmente Zhao vai focar nos elementos mais esquecidos do livro de Stoker, produzido em 1897 que, entre seus muitos temas, apresenta um Drácula revestido com uma camada de xenofobia, que suspeita de estranhos andando entre a sociedade britânica civilizada. Um excelente enredo para um filme futurista, que provavelmente vai mostrar uma civilização arrasada e com cada gueto defendendo o seu espaço. Provavelmente veremos um filme onde Drácula e os seus vampiros, lutam por suas terras contra vampiros de outras regiões, ou até mesmo os humanos que ainda restam, depois do armagedon final.

Com esse conceito de faroeste futurista, Zhao teoricamente seria capaz de atualizar os temas abordados em Drácula para os nossos olhos do século XXI. Colocando o filme no futuro, ela e a Universal também poderiam lidar com esses temas em um contexto mais abstrato, que pode ter mais apelo comercial do que um ambiente de confronto no século XIX.

Só nos resta saber se esse Faroeste Draculesco terá Phasers ou alguma arma química futurista devastadora para os vampiros, ou apenas a boa e velha estaca de madeira com um desenho mais high-tech.

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